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Será que agora me escutam?

Vou relançar a já tradicional campanha:

Eu quero votar pra técnico da seleção!

Não é possível que o ocupante de um dos cargos mais importantes da nossa sociedade continue sendo escolhido pelo Ricardo Teixeira ou outro cartola urnaqualquer. Já disseram que a única coisa séria no Brasil é o futebol. Séria ou não, mobiliza corações e mentes de toda a nação de quatro em quatro anos.

Mudamos nosso horário de trabalho, cancelamos compromissos, planejamos férias em função da copa. O consumo dispara, o trânsito engarrafa, ficamos solidários e patriotas por causa da copa.

Se assim é, não seremos uma verdadeira democracia enquanto o técnico da seleção, e portanto toda a equipe, for escolhida sem levar em consideração a vontade do povo.

Vou mais longe, já que há muito o futebol se politizou, vamos futebolizar a política. Desta forma, o cidadão comum passaria a olhar a política com mais interesse.  Indo direto ao ponto, proponho que os candidatos à presidencia da república formem chapa com os candidatos à técnico da seleção – vice não serve pra nada. De repente assim passamos até a lembrar em quem votamos.

A eleição é de quatro em quatro anos como a copa. Em novembro agora já poderíamos escolher o novo presidente e o novo técnico para a copa de 2014. Podemos até sonhar com as chapas:

Dilma Roussef e Vanderley Luxemburgo

José Serra e Carlos Alberto Parreira

Marina Silva e Mano Menezes

José Maria Eymael e Joel Santana

Acredita?

Nos 1900, aos 15, 18 e 25,

Sempre acreditei que o mundo se abrirá

Para tudo que nós desejássemos, pois nós éramos e seríamos

Tudo aquilo que os pensamentos pudessem alcançar

 

E, feito escada de cordas, esticada no caminho do tempo

Entregávamos puros, perpétuos pensamentos

Navegávamos por mares afora

Na certeza de que o incerto é belo

Na cabeça somente questões do agora

 

Porque acreditávamos em canhões que derrubariam

Todos os que de nossos sonhos estavam fora

Porque erramos por vários caminhos distintos

Nos achando civilizados, domávamos caminhos

De fato, como selvagens, e junto aos instintos de outrora.

Caminhando consigo

 

Beco na Vila

Este é o meu dia,

 

Acodei e fui caminhar,

Levei livros, idéias, imagens,

Caminhando, fui me encontar.

 

Ainda eram oito horas da manhã,
E já eu estava na Vila…
Ganhei tempo, memórias perdidas,
Vasculhei espaços, desejos contidos.

 

Já de tarde, após o almoço,
Ainda estava eu a caminhar.
Me encontrei em uma esquina: indecisa,
De baços dados, neste dia voltei, me estiquei junto ao infinito.

 Recortei sonhos, pontilhei saudades, costurei pensamentos,

Recordei algo, lembrei de alguém que um dia pensei em criar.

Acordei. Me vi diante do mundo,

Levantei e caminhei, o caminho se faz ao caminhar.

Simawi

Hoje, bastante ode, bastante pessoa

Sozinho, no cais deserto, a esta manhã de Verão,
Olho pró lado da barra, olho pró Indefinido.
Olho e contenta-me ver, pequeno, negro e claro, um paquete entrando.
Vem muito longe, nítido, clássico à sua maneira.
Deixa no ar distante atrás de si a orla vã do seu fumo.

Vem entrando, e a manhã entra com ele, e no rio, aqui, acolá, acorda a vida marítima,

Erguem-se velas, avançam rebocadores,
Surgem barcos pequenos detrás dos navios que estão no porto.
Há uma vaga brisa.
Mas a minh’alma está com o que vejo menos.
Com o paquete que entra,

Porque ele está com a Distância, com a Manhã,
Com o sentido marítimo desta Hora,
Com a doçura dolorosa que sobe em mim como uma náusea,
Como um começar a enjoar, mas no espírito.

Olho de longe o paquete, com uma grande independência de alma,
E dentro de mim um volante começa a girar, lentamente.

Os paquetes que entram de manhã na barra
Trazem aos meus olhos consigo
O mistério alegre e triste de quem chega e parte.

Trazem memórias de cais afastados e doutros momentos
Doutro modo da mesma humanidade noutros pontos.

Todo o atracar, todo o largar de navio,
É – sinto-o em mim como o meu sangue –
Inconscientemente simbólico, terrivelmente
Ameaçador de significações metafísicas
Que perturbam em mim quem eu fui…

Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio larga do cais
E se repara de repente que se abriu um espaço
Entre o cais e o navio,

Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente,
Uma névoa de sentimentos de tristeza
Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
Como a primeira janela onde a madrugada bate,
E me envolve com uma recordação duma outra pessoa
Que fosse misteriosamente minha.
(…)

Ode Maritimo, 1915.
Poesias de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa).

Alguns dias de vitória

Essa semana trabalhei em vix, cidade bonita, de espírito santo.

Apesar de ficar na praia do canto, não consegui ver as praias.
Mas elas existem por lá, eu sei, de outras vezes eu as vi.
Também não deu para ver canto algum, escuto mais passarinhos da minha janela em sampa.

Vi sim, gente simpática, trânsito organizado, pessoal educado.
Pedras bonitas no meio das ruas, em harmonia.
Ninguém resolveu “detoná-las”.
Elas ficaram por lá.
Gostei.

Lulu da Pomerânia

Vinha andando pela calçada, um cara com uma criança no colo  se equilibrava na calçada inclinada, perto de uma bola de pelo. Uma senhora, que também passava, perguntou:

Ver imagem em tamanho grande

Lulu da Pomerânia

- Nossa, o que é isso, Chinchila?
- Spitz.
-Saúde. Mas é Chinchila?
- Não, é Spitz. Lulu da Pomerânia.
- É cachorro?!
- É. Só que é menina.
- Ah tá, mas parece Chinchila.
Na minha modesta opinião, não parece com nada.

Fragmentos do Legião

Tenho andado distraído, impaciente e indeciso
E ainda estou confuso, só que agora é diferente
Estou tão tranqüilo e tão contente…

Quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém

Me fiz em mil pedaços pra você juntar
E queria sempre achar explicação pro que eu sentia

Como um anjo caído fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira

Mas não sou mais tão criança,
A ponto de saber tudo…

Já não me preocupo se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê

E eu sei que você sabe quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você…

Tão correto e tão bonito o infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos

Sei que às vezes uso palavras repetidas
Mas quais são as palavras que nunca são ditas?

Dez anos depois

Como eu poderia me imaginar, em 2000, no ano da virada do século, data assim… tão redondinha, ser tão mãe em 2010. Na verdade eu nem desconfiava que me tornaria tão capaz disso.

No Houaiss, é a “habilidade física ou mental de um indivíduo“, é aptidão.

Capaz!

Na verdade, como tantos outros pais e mães, fui me tornando capaz, aprendendo, treinando em cada um desses dez anos, me moldando para ser a mãe desse menino, não de qualquer um, mas deste.

Mais do que eu o fiz, ele me fez.

E a aventura só está começando, até agora foi maré mansa, “mar bravio só inicia na adolescência”, anunciam os marinheiros mais antigos, aqueles que gastam rico vocabulário pessimista para assustar marujos novatos, fazendo-nos crer se tratar de um “mar de monstros”, dos imaginados por Rick Riordan , que também foi tornando-se capaz.

Enfim, só uma experiência como essa podemos dizer ser ímpar, por mais que eles venham as vezes em pares. Amo muito você meu menino, moleque, guri.

Singelos versinhos

No começo só  adolescentes

Agora  todo mundo tá entrando nas redes sociaisDesenhinho

Gente séria e respeitável

Empresas e   bichos de estimação

Revistas e jornais

Rádio e televisão

Mesmo sem saber bem pra que

Por que o Madeira Net não?

Plantar alfaces é a solução?

Hoje o dia foi estafante.
Nem digo que a culpa é dos bancos de dados – coitados, eles são vítimas como nós.
Mas hoje foi duro, a conversa com o pessoal de infra vix não estava fácil.

E ainda tinham os bancos, que não paravam de gritar, usando todos os meios para chamarem a atenção: dbconsole, gridcontrol, mensagens por e-mail, sms no celular…

Enfim, entendo. Estão tentando se defenderem.

Sobreviver.

A Justiça entenderia caso resolvessem agredir alguém da infra.  Seria legítima defesa!

Somente em situações extremas como essa, é que nos colocamos a avaliar alternativas de mudança de vida.

Me vi a avaliar a possibilidade de mudar de ramo:  plantar alface.

Idéia de uma amiga de trabalho.

Afinal, deve ser mais fácil do que administar pessoal de ti.

Fiz um levantamento inicial, que exponho abaixo para ajudar a outros interessados. Pode ser uma alternativa:

- Conhecendo um pouco mais sobre a alface: nome Científico: Lactuca sativa, Linné; Família: Compostas, grupo Lactuceas; Descrição Botânica: Presa a um pequeno caule, as folhas da alface podem ser lisas ou crespas e verdes, arroxeadas ou amareladas. Pode ou não formar “cabeça”, dependendo das inúmeras variações.

- Seu ciclo é anual. Na fase reprodutiva, emite uma haste com flores amarelas agrupadas em cacho, e produz em maior quantidade uma substância leitosa e amarga chamada lactoaria. Suas sementes podem ser aproveitadas para novos plantios; Propriedades Medicinais: calmante, sonífero, refrigerante, emoliente e laxativa; Sua substância leitosa, é muito usada em cosméticos, para rejuvenecer e acalmar a pele.

- De baixo teor calórico, esta hortaliça é ideal para os dias de verão e seu teor de fibras é ótimo para o funcionamento intestinal. Cem gramas de alface fornecem 15 calorias. Princípios ativos: Vitaminas A e C, fósforo e ferro. Seu período de safra é de maio a novembro.

- Origem: Asiática, mas segundo as informações essa verdura foi utilizadas por egípcios , gregos e romanos. Essa verdura tem preferência em solos arenosos argilosos com baixa acidez e com bastante matérias orgânicas, poderá ser recolhidas 70 dias depois da semeadura. Outros nomes, Alface-comum ou Leituca.

- A história da humanidade lhe faz referência desde os antigos persas. Hipocrates e Dioscarides falam em seu uso na antiga Grécia. Na mitologia grega, a alface é citada quando a deusa Vênus esconde o belo e jovem Adônis, filho de Mirra, num pé de alface.Entre os Romanos a alface era consagrada a Vênus e não se comia por ser uma profanação; Macer Floridus, livro de plantas dos antigos romanos, falava das virtudes desta planta, sendo a principal a de evitar a embriaguez.

- Desde este tempo foi adotado o costume de comer a salada no fim da refeição, e diz Virgilio que esta erva deliciosa finalizava os jantares dos nobres. No século XVI Brugerinus, no seu livro de Sitologia, inseriu uma monografia da alface, e atribui-lhe grande efeito sobre a impotência e recomendava uso diário aos frades como salada. Nos tempos de Henrique VIII a alface era rara na Inglaterra e a rainha D. Catharina, quando queria satisfazer o desejo da salada de alface, mandava portador a Holanda, naquele tempo viagem longa, para trazer a sua alface.

- O leite que sai da incisão do talo da planta florida, depois de seco é conhecido desde 1792 na terapêutica como sonífero. No ano de 1816 o Dr. Ducan usou este produto em Edimburgo com muita vantagem o que foi repetido por todos os médicos da Europa do século XIX. Nesta época para se obter um pouco deste precioso leite eram necessários no mínimo 200 alfaces floridas, por isso os farmacêuticos franceses acharam melhor fabricar o extrato alcoólico do suco da planta que chegou ao mercado consumidor com o nome de Tridaceo.

- O plantio do alface pode ser feito durante todo o ano. A germinação leva de 4 a 6 dias. O alface prefere solos argilo-arenosos, ricos em matéria orgânica. Quando estiverem com 2 a 3 folhas e com 8 a 10cm, devem ser replantados em canteiros bem adubados, de modo que a planta fique com o colo acima do nível do solo e com espaçamento de 30cm entre as plantas. Só devem ser plantadas as mudas mais desenvolvidas, fortes e sadias. Outro importante cuidado que devemos tomar é de não plantarmos as mudas com as raízes emboladas ou dobradas e ainda não devem ser plantadas fundo demais.

- Todas as ervas daninhas que nascerem entre as hortaliças devem ser arrancadas com raiz e tudo, com a mão, um sancho ou uma enxada. Isso é necessário por que elas “competem” com a plantação, roubando os nutrientes provenientes da adubação e fazendo sombra, impedindo que as hortaliças recebam a quantidade de sol necessária.

Pelo menos neste caso poderemos arrancar as ervas daninhas com as mãos!